Weber, Char-Broil ou Tramontina até R$ 2.000
Comparamos Weber, Char-Broil e Tramontina até R$ 2.000 para você escolher a churrasqueira a carvão com melhor custo-benefício. Veja qual leva.
Gás ou carvão para o churrasco de fim de semana? Comparamos sabor, praticidade e custo para você decidir com confiança.
Quem já discutiu no grupo da família sobre qual churrasqueira comprar sabe que essa é uma treta sem fim. De um lado, os defensores do carvão juram que não existe sabor de churrasco de verdade sem fumaça e brasa. Do outro, quem já cansou de esperar meia hora para acender o fogo defende o gás com unhas e dentes. A verdade é que os dois têm lugar na vida de quem gosta de um bom churrasco de fim de semana, e a escolha certa depende muito mais da sua rotina do que de qual é “melhor” no papel.
Vamos direto ao ponto que mais gera discussão: sim, existe diferença de sabor entre carne feita no carvão e na gás. O carvão libera compostos durante a queima que se depositam na superfície da carne, dando aquele gosto defumado característico. É por isso que uma picanha feita na brasa costuma ter um sabor mais marcante do que a mesma peça feita no gás.
Só que essa diferença é bem menor do que as pessoas imaginam, principalmente em cortes que já têm sabor forte por natureza, como costela e fraldinha. Na prática, quem prova um bife ancho feito na churrasqueira a gás bem quente, com boa marcação de grelha, dificilmente vai reclamar. O impacto do sabor defumado é mais perceptível em peças grandes e de cocção longa, tipo a costela no bafo, do que num espetinho rápido de coração de frango.
Se o sabor de fumaça é inegociável para você, não tem jeito: o carvão ganha. Mas se o que você busca é “gosto de churrasco bom” no sentido mais amplo, a churrasqueira a gás entrega isso com folga, especialmente se você souber temperar bem a carne antes de ir para a grelha.
Esse é o ponto que mais pesa na decisão de quem faz churrasco toda semana. Com a churrasqueira a gás, você vira o botão, espera uns 10 minutos para pré-aquecer e já está colocando a carne na grelha. Não tem fuligem, não tem que ficar abanando fogo, não tem aquele cheiro de fumaça grudado na roupa no dia seguinte.
Já o carvão exige um ritual: acender com antecedência (mesmo com uma boa chaminé, leva de 15 a 20 minutos até formar brasa), esperar a brasa baixar para não queimar a carne por fora e ficar crua por dentro, e depois lidar com cinzas para limpar. Se você tem convidados chegando às 13h e quer estar com a primeira carne pronta nesse horário, precisa acender o carvão às 12h30 no mais tardar.
Por outro lado, quem domina o controle de temperatura da churrasqueira a carvão sem termômetro sabe que esse processo todo também faz parte do prazer do churrasco. Tem gente que curte justamente esse ritual de cuidar do fogo, ajustar a grelha, sentir o calor com a mão. Não é à toa que muita gente trata o momento de acender o carvão quase como uma meditação de fim de semana.
Para quem tem pressa e faz churrasco em dias de semana ou recebe visitas de surpresa, a churrasqueira a gás resolve o problema real: zero tempo de espera, zero sujeira com cinza, e ainda dá para desligar na hora que a última linguiça sair da grelha.
Aqui mora uma pegadinha. A churrasqueira a gás custa mais caro no início (os modelos decentes começam em torno de R$ 800 e passam facilmente de R$ 2.000 nos modelos com mais queimadores), mas o custo por uso tende a ser mais previsível: um botijão de gás P13 dura bastante tempo se você não fizer churrasco todo santo dia.
Já a churrasqueira a carvão costuma ser mais barata na compra, só que o carvão em si pesa no bolso ao longo do tempo. Um saco de 5 kg de carvão de boa qualidade dá para dois ou três churrascos médios, dependendo do tamanho da grelha e de quanto tempo você mantém o fogo aceso. Se você faz churrasco toda semana, esse gasto recorrente soma rápido.
Na manutenção, o gás também leva vantagem: não enferruja tão fácil, não acumula cinza, e a limpeza se resume a escovar a grelha. O carvão exige limpar o cinzeiro depois de cada uso e, dependendo do modelo, cuidar para não deixar fuligem acumular nas paredes internas da churrasqueira. Se você tem churrasqueira e espaço de armazenamento, vale considerar o custo de guardar sacos de carvão secos versus um botijão de gás, que ocupa menos espaço e não perde qualidade com o tempo.
Para quem está decidindo o primeiro equipamento, vale também dar uma olhada nos equipamentos essenciais para quem está começando no churrasco, porque a escolha entre gás e carvão é só uma peça do quebra-cabeça.
Se o seu churrasco de fim de semana é raro, planejado com antecedência e o sabor defumado é prioridade, mantenha o carvão: a diferença de sabor em cortes como costela e alcatra compensa o tempo extra de preparo. Agora, se você faz churrasco com frequência, tem pouco tempo livre durante a semana e valoriza praticidade sem abrir mão de qualidade, trocar para o gás pode ser a melhor decisão que você toma neste ano. Muita gente boa, inclusive, mantém as duas: carvão para o churrasco caprichado de domingo e gás para aquele happy hour de quarta-feira.
Seja qual for sua escolha, o importante é continuar fazendo o que gosta: reunir gente querida ao redor da grelha e comer bem. Não existe churrasqueira errada, existe churrasqueira que combina ou não com a sua rotina.
Um botijão de gás P13 dá para cerca de 8 a 12 churrascos médios (2 a 3 horas de uso cada), dependendo do número de queimadores ligados simultaneamente e da potência do modelo.
Nenhum dos dois por si só garante suculência, o que importa é o controle de temperatura e o ponto da carne. Tanto no gás quanto no carvão, retirar a carne 2 a 3°C antes do ponto desejado e deixar descansar 5 minutos faz mais diferença que o combustível.
Em média, de 8 a 12 minutos com a tampa fechada e todos os queimadores na potência máxima, até atingir entre 220°C e 260°C internamente, temperatura ideal para selar a maioria dos cortes.
Sim, desde que o modelo tenha controle fino de temperatura baixa (entre 110°C e 130°C) e você use uma forma com água para manter a umidade, simulando o efeito do bafo feito no carvão.
Temperos e molhos que usamos em casa e indicamos.
Base da maionese de alho e do molho do pão de alho.
Ver preçoFoto de Cristian Guillen no Unsplash
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