Churrasqueira giratória elétrica: vale a pena?
Churrasqueira giratória elétrica resolve pra quem mora em apê, mas não serve pra todo mundo. Veja se ela é a escolha certa pra você.
Aprenda a escolher o tamanho certo e curar a chapa de ferro fundido para bifes suculentos e sem grudar na churrasqueira.
Se você já cansou de bife grudando na grelha ou perdendo aquele suco todo entre as frestas, a chapa de ferro fundido é a virada de chave que faltava no seu churrasco. Ela segura calor como nenhum outro material, cria uma crosta incrível na carne e ainda serve para fritar legumes, ovos e até aquela linguiça que sempre estoura na grelha comum. Mas escolher a chapa certa e, principalmente, saber curar e cuidar dela faz toda a diferença entre ter um equipamento que dura décadas ou uma peça enferrujada largada no fundo do armário.
A primeira pergunta que você precisa responder é: para quantas pessoas eu costumo fazer churrasco? Chapas pequenas, de 25 a 30 cm, dão conta de selar quatro ou cinco bifes de cada vez, perfeitas para churrascos de casal ou família pequena. Já em reuniões maiores, com mais de oito pessoas, vale investir em uma chapa retangular de 35 cm ou mais, que aproveita melhor o espaço da churrasqueira e evita que você fique fazendo várias levas enquanto todo mundo espera de prato na mão.
Outro ponto importante é a espessura. Chapas muito finas esquentam rápido, mas perdem calor na mesma velocidade, o que atrapalha quando você coloca vários bifes de uma vez e a temperatura despenca. Prefira sempre chapas com pelo menos 8 mm de espessura: elas demoram um pouco mais para aquecer, mas seguram o calor de forma muito mais consistente, essencial para selar bem uma picanha ou uma maminha sem que ela cozinhe no próprio suco.
Repare também no formato das bordas. Chapas bifeteiras costumam ter uma borda levantada de um lado, que funciona como uma represa para a gordura não escorrer direto para o carvão. Isso é ótimo para cortes mais gordurosos como a fraldinha, mas também gera fumaça e labareda se você deixar acumular gordura demais, então vale ir escorrendo o excesso com uma colher de vez em quando.
Se seu objetivo é também fazer legumes, camarão ou ovos no mesmo equipamento, dê preferência a modelos com superfície lisa total, sem sulcos. Os sulcos são ótimos visualmente, imitam as marcas de grelha, mas dificultam a limpeza e não ajudam tanto na hora de fritar ingredientes menores. Para quem está montando o equipamento do zero, vale conferir também nosso guia de equipamentos essenciais para quem está começando no churrasco, que ajuda a priorizar as compras.
Toda chapa de ferro fundido nova sai de fábrica com uma camada protetora, geralmente óleo mineral ou cera, que precisa ser removida antes do primeiro uso. Lave a chapa com água quente, detergente neutro e uma esponja mais firme, esfregando bem para tirar essa proteção. Essa é a única vez na vida da chapa em que você pode usar detergente sem dó, depois disso é regra proibida.
Com a chapa seca (use um pano e depois leve ao fogo baixo por 5 minutos só para garantir que não sobrou umidade), espalhe uma camada fina de óleo com alto ponto de fumaça, como óleo de canola ou óleo de soja. Use um papel toalha para espalhar e depois outro papel limpo para tirar o excesso: a ideia é deixar a superfície com uma película quase invisível, não uma poça de óleo.
Leve a chapa à churrasqueira ou ao fogão em fogo médio-alto por cerca de 20 a 30 minutos, até ela começar a soltar uma leve fumaça e escurecer. Deixe esfriar naturalmente e repita esse processo de óleo mais calor de 3 a 4 vezes. Cada camada vai deixando a chapa mais escura, mais lisa e, o mais importante, mais antiaderente. Esse processo de polimerização do óleo é o que forma a famosa “pátina” preta que faz o bife soltar sozinho da chapa sem grudar.
Depois de curada, o primeiro uso real deve ser com algo bem gorduroso, como uma fraldinha ou linguiça, para reforçar essa camada protetora logo de cara. Se você já domina o preparo desse corte, dá uma olhada na nossa marinada rápida de fraldinha para estrear a chapa com o pé direito.
Depois de cada uso, enquanto a chapa ainda está morna, raspe os resíduos de carne e gordura com uma espátula de metal ou uma escova própria para ferro fundido. Nunca use sabão ou detergente no dia a dia: isso remove a camada de óleo polimerizado que você construiu com tanto cuidado. Água quente e a escova já dão conta de 90% da sujeira.
Se sobrar alguma gordura queimada mais grudada, um pouco de sal grosso funciona como abrasivo natural: jogue o sal sobre a chapa ainda quente, esfregue com papel toalha dobrado ou com a própria escova, e depois enxágue rapidamente em água quente. Seque imediatamente com pano, porque ferro fundido molhado por mais de alguns minutos já começa a enferrujar.
Depois de seca, sempre passe uma camada fininha de óleo antes de guardar, mesmo que a chapa pareça limpa e brilhando. Esse óleo residual é o que protege o metal da umidade do ar até o próximo uso. Guarde em local seco, nunca empilhada direto com outras peças de metal que possam arranhar a superfície curada.
Se mesmo com cuidado aparecer ferrugem (é comum em chapas que ficam guardadas por meses sem uso), não precisa jogar fora. Esfregue a área afetada com palha de aço, lave, seque bem e refaça o processo de cura do zero com 3 a 4 camadas de óleo e calor. Em menos de uma hora a chapa volta a ficar como nova. Se você também costuma variar entre bifes e costela, pode ser interessante revisar como controlar a temperatura da churrasqueira a carvão sem termômetro, já que o controle de calor embaixo da chapa influencia diretamente no resultado final da carne.
Com esses cuidados, sua chapa vai de parceira ocasional a equipamento permanente do seu churrasco, daquelas peças que passam de geração em geração na família. Capricha na escolha, respeita o processo de cura e a recompensa vem na primeira picanha selada que sai da chapa brilhando de suco.
O processo completo leva entre 2 e 3 horas, considerando 3 a 4 ciclos de óleo e aquecimento de 20 a 30 minutos cada, mais o tempo de resfriamento entre eles.
Não, exceto na primeira lavagem antes da cura inicial. No dia a dia, use apenas água quente e uma escova própria, pois detergente remove a camada protetora de óleo.
Procure chapas com pelo menos 8 mm de espessura, o que garante retenção de calor suficiente para selar 4 a 6 bifes seguidos sem perder temperatura.
Em uso regular, a cada 10 a 15 usos vale passar uma nova camada de óleo com calor para manter a superfície bem antiaderente e protegida contra ferrugem.
Temperos e molhos que usamos em casa e indicamos.
Base da maionese de alho e do molho do pão de alho.
Ver preçoFoto de Alex Jones no Unsplash
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